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Preservação ambiental custa R$ 20 bi por ano ao produtor rural

O valor investido anualmente em preservação ambiental nas propriedades rurais do Brasil chega ao total de R$ 20 bilhões, apenas na manutenção de áreas sob preservação, as chamadas APPs, Áreas de Preservação Permanente, e Reserva Legal. Já o patrimônio imobilizado chega a R$ 3,1 trilhões, segundo informa o próprio governo brasileiro, através de estudo realizado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e com base em dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O valor considerado como patrimônio imobilizado pelo produtor rural para fins de preservação ambiental, que ultrapassa os R$ 3 trilhões, equivale ao total de áreas que não permitem exploração econômica, dotadas de vegetação protegida. Ao todo, são quase 220 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais em propriedades rurais em todo o território nacional. 

Ainda segundo a Embrapa, quando se observa a política de conservação ambiental se pode afirmar que nenhum outro setor preserva tanto quanto o agronegócio brasileiro, no qual o agricultor e pecuarista cumprem amplamente suas obrigações em defesa do meio ambiente, conforme se pode comprovar pelos dados do CAR disponibilizados pelo Serviço Florestal Brasileiro, a partir dos perímetros de cada propriedade rural do país e também das demarcações de áreas destinadas pelo produtor rural para preservação.

O cruzamento dos dados obtidos pelos pesquisadores, que levam em conta o valor de mercado das terras rurais em cada região do Brasil, permite chegar ao total estimado de investimento anual pelo produtor rural brasileiro, seja em áreas agricultáveis ou destinadas à pecuária, assim como o valor do patrimônio imobilizado com fins de conservação ambiental, haja vista que ao adquirir uma área rural, o investidor também compra essas áreas de preservação já incluídas nos negócios. A propriedade abrange também suas respectivas áreas de APPs e Reservas Legais. Trata-se, portanto, de valor patrimonial que não permite exploração econômica, até para cumprir o papel preservacionista no meio rural, ou seja, um componente do agronegócio nem sempre observado.

Paraná e a preservação ambiental

Entre as principais potências do agronegócio mundial, o Brasil tem a legislação ambiental mais rígida, sendo o produtor rural brasileiro o único a não ter um programa de pagamento para manutenção das APPs, como ocorre nos Estados Unidos, Alemanha, China, França e a vizinha Argentina, por exemplo, segundo informações do estudo “Legislação florestal e de uso da terra: uma comparação internacional”, do Climate Policy Initiative, vinculado ao Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas, da PUC-Rio.

Já o estado do Paraná, onde se localiza a Fazenda Santa Maria, administrada pela LRS Agropastoril, tem um total de 19,9 milhões de hectares de área total, sendo 16,1 milhões de hectares de área dos imóveis rurais. Desse total, cerca de 23,1% são áreas preservadas dentro das propriedades rurais paranaenses. 

Fazenda Santa Maria: vocação ecológica

A Fazenda Santa Maria, por sua vez, se destaca pela ampla vocação de conservação ambiental e por áreas destinadas à preservação que privilegiam a diversidade biológica (biodiversidade), incluindo uma APP e um Corredor Ecológico. Isso equivale dizer que além do recurso financeiro despendido às ações de preservação ambiental na propriedade, seus proprietários também dedicam outros recursos para esses fins, pois além do patrimônio imobilizado, são necessários recursos financeiros para a preservação do meio ambiente, inclusive para evitar práticas de degradação do solo ou dos demais recursos naturais.