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Genética Brangus garante carne com qualidade

Surgida nos Estados Unidos por volta de 1912, quando foram realizadas as primeiras experiências de cruzamento, a raça Brangus se consolida entre as principais raças de corte no país, cuja genética garante a produção de carne de qualidade, através do cruzamento industrial, que no Brasil tiveram início nos anos 40, no estado do Rio Grande do Sul. A opinião é do vice-presidente da Associação Brasileira de Brangus, Carlos Eduardo do Valle, o Cadu.

Em 2017, a Brangus já se destacou como a segunda raça com maior comercialização de sêmen, com cerca de 350 mil doses vendidas, atrás somente do Aberdeen Angus.

Carlos Eduardo do Valle ressalta que o Brangus alia as qualidades do Angus para a carne, como maciez, suculência e marmoreio, com a rusticidade do Nelore, “afinal, a raça pura não se desenvolve bem em ambientes tropicais, como os que são encontrados no Brasil, sobretudo nas regiões mais acima do Sudeste”, afirma, ao defender o cruzamento industrial como ferramenta para melhoria da qualidade de carne. “Com isso nós agregamos valor. E o mundo procura por isso, é um degrau acima em preço porque o produto é diferenciado. Nós temos todas essas raças de cruzamento, todas excelentes, cada uma tem uma aptidão, mas buscando o mesmo sentido, a melhora da qualidade da carne”, destaca.